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Medicina do Trabalho 4Saúde ocupacional em Goiânia

Mapa de riscos em Goiânia: passo a passo para montar, expor e manter atualizado

O mapa de riscos é uma das formas mais simples de mostrar aos trabalhadores, de relance, quais perigos existem em cada setor. Para funcionar, porém, ele precisa partir de dados reais e ser atualizado quando a operação muda. Veja como fazer isso em etapas.

Publicado em 14/10/2026 · Leitura de 5 min

Quem já entrou em uma indústria ou em um hospital provavelmente viu, perto da porta de algum setor, uma planta baixa com círculos coloridos de tamanhos diferentes. Esse é o mapa de riscos: uma representação gráfica dos perigos presentes em cada ambiente, feita para ser entendida rapidamente por qualquer pessoa. Apesar de parecer simples, ele só cumpre o papel quando é construído com base em informações confiáveis e mantido em dia.

Este passo a passo ajuda empresas, CIPAs e responsáveis por segurança a montar o mapa da forma certa. Se a empresa também precisa de placas, faixas e rotulagem, o serviço de mapa de riscos e sinalização trata das duas frentes juntas.

Passo 1: reúna a base técnica

O mapa não deve ser feito a partir de impressões. A fonte principal é o inventário de riscos do PGR, que lista os perigos de cada setor, as atividades envolvidas e a avaliação de cada risco. Também ajudam:

  • a planta baixa ou um croqui atualizado de cada área;
  • as fichas de dados de segurança dos produtos químicos utilizados;
  • registros de acidentes e incidentes recentes;
  • relatórios de inspeções de segurança e avaliações ambientais.

Se o PGR estiver desatualizado, o mapa herdará os mesmos problemas. Nesse caso, vale revisar o gerenciamento de riscos antes, tema detalhado no artigo PGR da NR-1 na prática.

Passo 2: ouça quem trabalha no setor

Os trabalhadores conhecem detalhes que nem sempre aparecem nos documentos: a máquina que faz mais barulho em certos horários, o produto que respinga durante a diluição, o corredor onde a empilhadeira passa rente às pessoas. Por isso, o mapa deve ser construído com a participação deles. Nas empresas com CIPA, a comissão tem papel natural nessa etapa; nas demais, o representante nomeado ou um grupo de trabalhadores de cada setor pode contribuir. O artigo CIPA: quando é obrigatória explica quando a comissão é exigida.

Passo 3: desenhe os círculos com a legenda certa

Por convenção consolidada na área de segurança, cada grupo de risco tem uma cor:

CorGrupoExemplos no dia a dia
VerdeFísicosRuído, calor, vibração, radiação
VermelhoQuímicosPoeiras, fumos, vapores, produtos de limpeza concentrados
MarromBiológicosMaterial contaminado, esgoto, resíduos de serviços de saúde
AmareloErgonômicosLevantamento de cargas, repetitividade, postura
AzulAcidentesMáquinas sem proteção, eletricidade, piso escorregadio, trânsito interno

O tamanho do círculo indica a intensidade do risco, normalmente em três níveis: pequeno, médio e grande. Dentro ou ao lado de cada círculo, um número ou uma breve descrição ajuda a identificar o agente. Quando um mesmo ponto tem mais de um tipo de risco, o círculo pode ser dividido em fatias com as cores correspondentes.

Menos é mais. Um mapa poluído, com dezenas de círculos minúsculos, não comunica nada. Prefira agrupar riscos parecidos e usar uma legenda curta, em linguagem que todos entendam.

Passo 4: exponha no lugar certo

O mapa precisa estar onde as pessoas o vejam antes de entrar no ambiente, em geral na entrada de cada setor, em altura confortável para leitura e protegido de sujeira e umidade. Também é útil apresentá-lo na integração de novos trabalhadores, prestadores de serviço e visitantes, explicando o que cada círculo significa. Um mapa que fica pendurado em uma sala administrativa, longe da produção, perde quase todo o valor.

Algumas empresas aproveitam os diálogos de segurança para revisitar o mapa com a equipe de tempos em tempos: o líder aponta um círculo, pergunta o que ele representa e pede sugestões de melhoria. Esse exercício rápido mantém o assunto vivo, revela riscos que mudaram e mostra se a legenda está realmente sendo compreendida. Quando ninguém consegue explicar o significado de um círculo, é sinal de que o desenho precisa ser simplificado.

Passo 5: complete com a sinalização no posto

O mapa mostra o conjunto; a sinalização avisa no ponto exato do perigo. A NR-26 trata das cores de segurança e da rotulagem preventiva de produtos químicos. Placas de advertência e de obrigação, faixas no piso para delimitar circulação, identificação de tubulações e rótulos legíveis em embalagens trabalham junto com o mapa. As rotas de fuga e os equipamentos de combate a incêndio seguem, além disso, as exigências do Corpo de Bombeiros.

Lembre que comunicar o risco não substitui controlá-lo. Se o mapa mostra um círculo grande vermelho em um setor, a pergunta seguinte deve ser quais medidas do PGR reduzem aquela exposição, e se os equipamentos de proteção entregues estão bem registrados, como explicado no artigo sobre ficha de EPI.

Passo 6: atualize quando a operação mudar

Mapa desatualizado transmite informação errada, o que pode ser pior do que não ter mapa. Revise sempre que houver:

  • mudança de layout, ampliação ou mudança de endereço;
  • entrada ou saída de máquinas e equipamentos;
  • troca de produtos químicos ou de processos;
  • revisão do inventário de riscos do PGR;
  • acidentes que revelem riscos não representados.

Uma boa prática é registrar a data da última revisão no próprio mapa, para que qualquer pessoa saiba se a informação é recente. Também ajuda guardar as versões anteriores junto com o PGR: elas mostram a evolução dos riscos ao longo do tempo e comprovam que a empresa acompanhou as mudanças da operação.

Como a Medicina do Trabalho 4 pode ajudar

Montamos os mapas por setor a partir do inventário do PGR, com visita às áreas e participação dos trabalhadores e da CIPA, e entregamos o projeto de sinalização com a localização de cada placa e o checklist de rotulagem de produtos químicos. Atendemos empresas de Goiânia e região metropolitana. Fale pelo WhatsApp (62) 3661-0052 ou conheça o serviço de mapa de riscos e sinalização.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre o mapa de riscos

O mapa de riscos substitui o inventário do PGR?

Não. O mapa é uma ferramenta de comunicação visual, feita a partir do inventário. O PGR continua sendo o documento técnico com a avaliação dos riscos e o plano de ação.

Empresa sem CIPA também pode ter mapa de riscos?

Pode e é recomendável. A NR-1 exige que os trabalhadores sejam informados sobre os riscos, e o mapa é uma forma eficiente de fazer isso, com a participação do representante nomeado ou dos próprios trabalhadores.

Qual o tamanho ideal do mapa?

Não há um tamanho fixo. O importante é que seja legível no local onde fica exposto, com círculos e legenda que possam ser entendidos a alguns passos de distância.

Preciso fazer um mapa para cada setor?

Em geral, sim. Um mapa por setor ou área de trabalho é mais fácil de ler e permite que cada equipe veja os riscos do próprio ambiente. Em empresas pequenas, uma planta única pode bastar, desde que fique clara.

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